quinta-feira, 15 de maio de 2014

" DAS PALAVRAS QUE PODIA TER DITO E CALOU-SE "

Seu maior temor, era sair da vida, sem conhece-la, sem vê-la, sem saber o nada do seu todo. Podia ouvi-la, mas não senti-la, toca-la; cego da imagem física, restava-lhe o consolo das fotografias expostas em telas frias, algumas coloridas, captando seu sorriso de Monalisa. Enigmática, fleumática, uma aura ser desvendada, tida, possuída, compreendida, porém, conservando seus segredos mais íntimos. Quase inexpugnável, inatingível, tal qual o pico mais alto da grande montanha. Assim se travestia, concebeu uma personagem. Sensível, delicada como a mais rara flor. Queria apenas o verdadeiro amor. Não o passageiro, o que agoniza e morre; não amor com dor. Desejava ela, o amor semeado, plantado, com raiz, frutos e flor. Algo colorido, o que arranca sorrisos, risos, suspiros, felicidades, prazer, aroma e sabor.
Dele, o maior temor ainda é cegar-se, sair da vida sem sentir seu respirar, tocar sua pele, seu rosto, saber qual o gosto do beijo que jamais recebeu. E arrependido, por tê-la perdido, procura voltar no tempo, se agarrar no vento que já passou.
A profusa vontade de real de vê-la, é o antídoto à imagem quase holográfica criada em sua mente,
ou nas máquinas insensíveis, que não gravam, não captam os sentimentos, os aromas, os cheiros, perfumes, o toque na pele, a energia, a sinergia que gera, que enlaça, produz, reproduz, conduz os seres a uma dimensão superior.
E assim como a um anjo, ele não a percebeu...perdeu ?

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