quinta-feira, 28 de maio de 2015

"CANDELABRO DO TEMPO"

Sair da casa dos trinta, é enveredar por um novo caminho, seguir em frente sem ter de olhar para trás e virar estátua de sal. Seguro de si, achando que acumulou muitas experiências de vida. Passamos a vida aprendendo. Quando bebê, a falar, andar, comer; na fase juvenil a sermos arrojados, desprendidos, corajosos para enfrentarmos as regras, os medos e as imposições. Nossos pais nos ensinam a crescer, nos preparam para o futuro que se avizinha com a fase adulta.
O hiato entre a adolescência e a fase adulta, é enorme, um oceano de dúvidas; um labirinto de anseios, questionamentos, incertezas, planos, fugas, esperas, mudanças físicas, amores, descobertas, sexo, perdas e ganhos. Então, tudo se soma, se divide, subtrai, e pouco se multiplica.
A trajetória da fase adulta se resume a poucas coisas, diante de uma nova ordem social que nada tem de novidade e , que se resume em: Formar-se, ter um bom emprego, sucesso profissional, ter independência financeira, amealhar bens, formar uma família, e seguirmos os mesmos exemplos dos nossos pais.
A única coisa que me parece intransferível, é o envelhecer. Nossos pais não nos ensinaram a envelhecer, como nos ensinaram a andar, falar, comer, crescer...
Hugo Carvana, disse certa vez:
- Fugir do envelhecimento, é esquivar-se da razoabilidade.
Olhar para trás depois dos 50, é rememorar toda uma experiência de vida, dela tirar exemplos memoráveis, mesmo que sejam apenas pequenos resquícios, fugazes lembranças, flashes episódicos risíveis, tristonhos, alegres, felizes, mas que tivemos o direito de viver e, isso não pode ser negado, nem roubado. 
Envelhecer, no entendimento dos jovens, significa a espera pela morte. Mal sabem eles segurar o candelabro que ilumina os seus caminhos e, nem  enxergar na escuridão do tempo que virá.
Já fomos jovens !




domingo, 3 de maio de 2015

TÔ ENTENDO NADA !

O frio, o inverno para alguns, é sinônimo de elegância, de aproximação e calor humano, de boa gastronomia, de degustar um bom vinho, de fazer programa a dois, viajar no fim de semana para a montanha, fugindo do caos das grandes cidades.
De alguma forma, de alguma maneira, em algum momento ou circunstância da vida, temos os nossos "desbundes", queremos ou desejamos fazer coisas inusitadas - seja por convenções ou até mesmo por questões econômicas - na maioria das vezes nos desencorajamos. Quantos, dentro desse pequeno universo de alguns, não gostariam de segurar entre dedos um punhado de neve? Quantos outros tantos, não gostariam de estar numa praia, o sol à pino, e o corpo mais suado que pão doce de confeitaria? Somos assim, descontentes ou infelizes com as nossas condições.
Diante desses questionamentos todos, fico a pensar:
- O que é convenção social? Que parâmetros são utilizados para determinar uma convenção social?
Em dias em que o rabo está abanando o cachorro, fico em dúvidas, já não sei se, ser heterossexual fere às novas convenções ou àquilo que convencionaram ser convenção!
Fui claro ?
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