Ainda há sonhos, ainda há os sonhares, uma chuva de rosas vermelhas, um buquê inesperado deixado na soleira da porta com um cartão anônimo; uma noite regada a champanhe, luz de velas, jantar a dois. Alguém que puxe a cadeira, abra a porta gentilmente, que leve café na cama, que reconheça os signos, os códigos de uma leve levantada de sobrancelha, que perceba as nuances que cercam os dias que antecedem a TPM, que saiba ver nos olhos um pedido, nos gestos anseios, tristezas, felicidades e alegrias. Que possa ser o ouvidor, o conselheiro, ou que simplesmente silencie nas horas de fúria. Que seja o amante ideal, que a transforme em dama no social, e uma prostituta na cama. Que não esqueça as datas, aniversário, de casamento, do noivado, primeiro encontro, primeiro beijo, primeira transa. E o que também é importante, chocolate, muito chocolate, branco, doce, amargo, meio amargo, bombons, trufas, uma taça de vinho, que nunca a presentei com aparelhos domésticos, louças, enfeites de geladeira.
E, quando forem para o motel, o qual sempre sonhou um dia ter uma noite de amor, deixe que leve de brinde a toalha, os chinelos e shampoos.
Cada uma tem um sonho, e cada uma idealiza seu grande amor, seja ele montado no cavalo branco, numa Lomborghini, Ferrari, SUV branca. Que a leve numa tour por Paris, Nova Iorque, Londres, Alpes Suíços, e que no verão passem num chalé a beira mar.
Mas que nunca as impeçam de sonhar, de idealizar !
Este blog destina-se a textos e crônicas sobre assuntos relevantes e importantes à vida do cidadão. E tem como princípio levar alegria e reflexão.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
"back to back"
Um dia atípico, tarde modorrenta, e início de noite sem sabores, sem os mesmos aromas, ainda que o mesmo doce perfume; uma noite de dúvidas, dívidas interiores, cobranças. Ventos frios, gélidos, arrepios não causados por tesão ou amor sem sentido, talvez vislumbrando, antecipando o sal amargo, um trago abusado de álcool sem a mesma energia antiga, causada por uma confissão fora de hora, dessabor em saber que não tem a mesma importância que já teve um dia.
Proposital ou não, enterrou o que ainda latejava, vivificava insistentemente, mas que morreu no dia.
E o dia virou noite, a noite madrugou em sonhos ruins, em percepções tristes, insensíveis.
A noite das descobertas, de comemorar uma data, de renovar as esperanças renascidas como Fênix, naquela tarde-noite-madrugada-dia.
Vou enterrando o que sinto a cada dia !
Proposital ou não, enterrou o que ainda latejava, vivificava insistentemente, mas que morreu no dia.
E o dia virou noite, a noite madrugou em sonhos ruins, em percepções tristes, insensíveis.
A noite das descobertas, de comemorar uma data, de renovar as esperanças renascidas como Fênix, naquela tarde-noite-madrugada-dia.
Vou enterrando o que sinto a cada dia !
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
"ENSAIO SOBRE CHINELOS...PARTE II - O começo do fim"
Camisa, blazer e chinelos esquecidos, não são o bilhete de regresso; o presente guardado e não entregue por falta de data, embalado numa caixa com estampas coloridas em relevo, envolto num
golden bag, tem destinatário, endereço certos, mas não o mesma aura de quando é entregue em mãos; não faz brilhar os olhos, não arranca sorrisos francos, às vezes tímidos, não leva o calor de um abraço apertado, um querer eternizar o momento selado com um beijo. Fica só a frieza de um papel assinado, um canhoto acusando o recebimento. A memória veloz voltando no tempo onde a despedida era breve, sabendo de um novo reencontro sem data definida. A expectativa não é a mesma, pois sabe que não mais haverá um possível retorno. O presente recebido carregado de passado, vai ter o aroma do mesmo perfume, atiçando memórias olfativas. Talvez viajar aos bons dias, às risadas, os olhares, os toques, carícias...
Um dia quem sabe o presente enfeitará o corpo, então sorrirá no apagar da noite no começo de um novo dia.
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