Se escapa, se vai no tempo...
O que era porto seguro
torna-se pedra
ponta de pedregulho
coberto de limo
Onde não se pode agarrar,
segurar, porque deixamos ir
Sem criar laços, nós, raízes,
nada tão profundo
Que venha calar,
deixar um silencio, travar as palavras,
aquietar os sons,
amordaçar os sentimentos,
matar o orgulho
Enganar a si
Moldar-se ao cinzel dos ventos
Que sopra, lavrando as rochas,
lavrando as pedras,
lascando pedaços ínfimos...

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