O rio desce caudaloso, ora manso, mudando de cor e temperança, seja em curvas ou retas, chuvas, verões ou invernos, primaveras, ou outonos, por paisagens as mais diversas; nada impede seu rumo ao encontro com o mar. Não há nada que o represe, ele sempre há de encontrar o seu caminho, criando atalhos, desvios, sempre seguindo seu rumo. A chuva cai do céu, se soma ao volume das águas do rio, crescem juntos, seguem a viagem, por quilômetros incansáveis.
Finda a viagem, se misturam ao mar, águas e águas. O sol causticante, evapora as águas, que sobem aos céus, se condensam, formam novas nuvens, robustas, desenhando nos céus imagens, que logo se precipitam em forma de chuva, caindo na terra, molhando o solo, escorrendo, e indo ao encontro do rio, para dali um novo recomeço, uma nova viagem.
Dedico essa a uma amiga que tem mar no nome, e que entende que sou como ele; acolho as águas dos rios, das chuvas, das tempestades, e sigo na vida, sigo o curso..
