quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"É HORA DE AGLUTINAR" - (in Um país de bundas lelês)

Nos anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, de  1964 a 1985, não podíamos nos manisfestar, nos agrupar, nos reunir, ter posição política,  ou fazer oposição ao regime ditatorial, criticar, nem pensar !
Ocorreram excessos dos dois lados, do regime ditatorial e dos opositores. 
Passados mais de 29 anos desde a restauração do estado de direito democrático, vivemos alguns períodos de incertezas. Crises e mais crises econômicas, vários e vários planos para ajustar a a economia. Chegamos a patamares de mais de 3 dígitos de inflação, e muitos ganharam com tudo isso. Bancos, empresas nacionais e multi nacionais. E o povo, o último na ponta da corda só ficou com prejuízo, como sempre. Começava então, o fenômeno da migração de brasileiros para países estrangeiros; Japão, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, EUA, Canadá dentre outros. Todos iam em busca de melhores salários e oportunidades. Não havia como confiar numa economia tão fragilizada. 
Já cansados de incertezas e promessas; em fins da década de 80 elegem F.Collor de Melo para a presidência do Brasil. Com uma oratória inflamada, ufanista, social democracia e populismo, prometendo um choque na economia, na envelhecida e carcomida indústria nacional, abriu os portos para as importações de veículos, e eis que de repente, deu um duro golpe nos poupadores, especuladores e no povo em geral, confisco das contas correntes e poupança. Um governo marcado por escândalos e corrupção, chega ao fim apeado do poder.
Mais saídas pela porta de emergência. Com mais essa decepção, muitos brasileiros saíram do país em busca de trabalho e qualidade de vida. Encontraram o subemprego, e se submetendo a trabalhar como operários em linha de produção, mesmo tendo o chamado canudo universitário.

Era da social democracia "tucana", de Itamar a FHC.
Reestruturação econômica, realinhamento político, deflagração do Plano Real, venda das empresas estatais, estabilização econômica,  planos para inclusão social das camadas mais pobres da população, reestruturação da previdência social. Incentivo às montadoras automobilísticas a se instalarem no país, às exportações, etc...
As maiores críticas ao governo tucano, foi a venda das estatais recebendo por elas as chamadas moedas podres, caso até hoje mal explicado, assim como os das empresas que eram estáveis. A compra de votos no congresso nacional para que projetos pudessem receber votações favoráveis. Escândalos de super faturamento, que habilmente foram varridos para debaixo do tapete. E as mudanças na área previdenciária que tiraram dos trabalhadores direitos adquiridos, perdas e achatamento salariais de aposentados até hoje não recuperadas. Política de arrocho salarial através de índices manipulados para a fixação do salário mínimo, ágio na compra e venda de veículos novos e usados, altas taxas de juros.
Com a economia equilibrada, Luís Inácio da Silva, o Lula, assume a presidência...

Próximo capítulo só amanhã !

P.S.: não sou economista, não sou biógrafo, se errei é porque a memória já não é a mesma.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

" Assim, assim..."

A cerveja com gosto de cinza de cigarros fumados, 
noites vividas, tardes divagadas, 
manhãs e noites fugidias, 
daquilo que em verdade quer, 
mas tem medo. 
Da vida desregrada, 
do dia que será tarde,

da tarde que será noite, 
madrugada que vira dia.

As vontades e mentiras, criadas, projetadas, ditas; 
das experiências que cobra a si, 
que quer vislumbrar, tornar realidade, 
um dia-a-dia,
ter uma vida que começa e termina. 
Manhã, tarde, noite, um dia, 
uma madrugada no meio

De pés frios, 
ficar em conchinha
ouvir dizer :
tu és minha
Sem regras, horas, onde,
 e quando, se inicia
ou hora que termina

Olhar nos olhos
na noite, na madrugada,
vestida, nua, mas que seja
no dia que se anuncia...

Que seja por horas,
por dias,
que seja na noite,
em que o dia termina...





sábado, 11 de outubro de 2014

"SOBRE AS MULHERES - DIVAGAÇÕES SOBRE O TRAVESSEIRO DE PENAS DE GANSO"

Não sou especialista nas questões femininas, nem feministas, mas mulher é um universo à parte, disso não tenho a menor dúvida!
Tentar entendê-las é para poucos, na verdade para nenhum, Inexiste alguém que consiga desvendar todos os seus mistérios, seus escaninhos, pois são absurdamente cheias de segredos, uma teia complexa, um rede de tuneis com muitas entradas, e poucas saídas, mal comparando, seriam como um labirinto, por onde caminhamos sem ter a certeza onde começa ou termina.
Certa vez ouvi de um amigo a seguinte definição:
- Cabeça de mulher, é como cartola de mágico, nunca sabemos o que pode sair dentro dela!
Não estou aqui, mal dizendo as mulheres, longe disso, eu bem as digo, louvo, adoro, amo; sou um aficionado apaixonado por mulheres e, por seu mais intimo, recôndito, ou indecoroso segredo.
Observo a mulher, não só sob um prisma pictórico, a enxergo como uma musa, e assim  todas elas são para mim, uma obra de arte viva em profusa evolução.
Estão tão evoluídas, tão à nossa frente, que muitas nem precisam de nós. Infelizmente, não posso incluir uma parcela maior, porque sempre há os porém. Mas disso não cabe falar agora.
E por mais adiante que estejam, tão independentes, auto-suficientes, o fator preponderante no pensamento feminino, ainda é o parceiro ideal. Não, não aquele mantenedor, gestor, aquela figura patriarcal - apesar de que algumas sonham em ter um homem rico, que lhes faça todos os desejos materiais e se possível os sexuais, coisa de livro cinza - o que elas querem, é um homem tão moderno e evoluído quanto elas. Um raridade nos dias atuais. O cara tem de ter algumas qualidades, tais como : ser parceiro, amigo, colega, confidente, bom ouvidor, ombro amigo, conselheiro, cavalheiro, sensível, bom caráter, fiel - dentro daquilo que fica acordado entre os dois- bom amante, que saiba entendê-las e, que quando estiverem na tristeza, as abrace, na louca TPM, se fastem, quando estiverem abrasadas, que a suavidade de uma boa pegada apague seu fogo e, as leve às nuvens.
Algumas não se importam em dividir a conta do bar, restaurante, motel, hotel, mas desde que o prazer também seja bem dividido e nada egoísta.
E para finalizar, devemos entender e também deixar claro para elas, que não existe perfeição dentro e fora das relações, sejam a dois, ou na sociedade. Não se pode exigir, demais, cobrar demais, dar-se demais sem contra-partida, amar incondicionalmente e perceber que ele (o amor) se finda, e que o tempo se encarrega de dar um novo rumo à relação, sem medos dos desafios que virão, não fingir e principalmente compreender que mentir menos, pode !

terça-feira, 7 de outubro de 2014

"ELAS, SEMPRE ELAS"

Quem tem, tem, quem não tem vai arranjar...

Diz que é independente, e que não quer saber se serpente, quer ser pente. Desliza o belo figurino, casual, modernoso, sóbrio, esportivo, clássico; vai e vem, sapateando delicadamente na calçada de cimento; cabelos tratados, unhas bem feitas,  por onde passa o perfume exala. Protótipo de mulher, mulher.
Belas, ou nem tanto, jovens, maduras, sisudas, simpáticas, atrevidas, daquelas que retribuem o olhar, olho no olho, sorriso maroto, mesmo que eu as observe por de trás das lentes escuras dos meus óculos, ainda assim, com uma leve jogada de cabelos para os lados - artifício da maioria - de soslaio, disparam uma olhadela só para confirmar. Outras param diante das vitrines, observam roupas, sapatos e acessórios expostos, e pelo reflexo dos vidros, também nos observam. Um jogo interessante que faz bem ao nosso ego,  o meu e ao delas.
Freqüentemente caminho pelos calçadões, gosto de ver o vai e vem de gente apressada,  o 
burburinho, a loucura expressa no rosto de alguns passantes, indo ou vindo do trabalho, das filas dos bancos e lojas de departamento, de olhos colados nas telas azuis dos celulares, desligados do mundo exterior, viajando pelas redes sociais. E nessas andanças observo o caminhar das mulheres, a leveza na troca dos passos, a coordenação de mãos e braços, a postura, a altivez, a combinação de cores nas roupas, calçados e adereços; descarto os estandartes ambulantes apenas numa breve olhada. Gosto do balançar das ancas, o rebolado suave, ritmado, a harmonia entre traços, gestos e modos, isso tudo somado e convergindo para um desfilar sensual, e não sexuado, sexista proposital. Elas, as mulheres, são femininamente espetaculares. Eu as amo !
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