terça-feira, 21 de maio de 2013

" CORAÇÃO EM DESALINHO "

Diria não morrer
mas viver com você
Do amanhecer
ao anoitecer

Mesmo que temas
que esse medo
sobreviva
do nascer dia
ao anoitecer

Que tu finjas
que insistas
em querer não querer
O coração balança
em querer querer

Que se divida
em dias
em horas
na suave
saudade que te assola

Teu coração não mente

Que teus pés estejam firmes no chão
São as horas, os dias
que guiam ainda -
mesmo que não queira -
teu coração









quarta-feira, 1 de maio de 2013

" POR CIMA DAS MINAS DE CRISTAIS, HAVIA UM JARDIM DE AMOR SEM FIM "

Um homem , uma mulher, jovens ainda, conheceram-se; afinidades, mesmas vontades, anseios, dúvidas, medos, descobertas, aprendizados. Apaixonaram-se, aprenderam a se amar, a se doar, se dar, trocar; viver tudo em tão pouco tempo e intensamente, cada segundo, minuto, horas, dias, meses...uma vida em semanas. Conheciam-se pelo olhar, pelo sorriso, por um toque, uma frase incompleta. Todos os dias era verão, dias lindos, interminaveis tardes de sol, noites estreladas formando figuras e signos no céu plácido na imensidão azul. Dias floridos, em que a única certeza era de poder viver esse amor,  profusa e tão profundamente como viveriam todos os poetas de amor e guerra. Cravando frases em árvores, juras nas areias da praia, moldando sonhos, firmando promessas.
Somando as vontades, as buscas, ser apenas o que eram, dois seres como um jardim em flor, colorindo a vida, distribuindo graça e cor.
Um amor lindo, sonhado, vivido, tão intenso, cúmplice, amigo, parceiro, solidário, completo e infindo.
Se conheceram e se fizeram homem e mulher, se ensinaram, se deram e,  se completavam. Um amor onde se juntavam, se somavam , se uniam e um só, se tornaram.
Quis a vida encurtar a história, podar a graça como navalha cega, restando incertezas e lágrimas. Noites, dias, semanas, meses e anos de procuras, de buscar rumos, norte, seguir em frente, viver a busca em buscas interiores, existenciais, físicas, mentais e espirituais. Perdas e ganhos, espaço e tempo, tempo de despertar, abrir o baú e jogar tudo na mesa e acertar velhas e imortais incertezas. Deixar assim ficar e nunca mais chorar.
"Não quero as pedras de cristais, quero as pedras brutas, aquelas que não deixaram brilhar ! "
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