O planeta terra, é indiscutivelmente das mulheres; são a maioria da população, ativa e inativa. Estão nas mais diversas e distintas áreas do mercado do trabalho, atuando e exercendo funções de destaque em condições semelhantes à dos homens, porém, ainda com salários inferiores. Um ranço antigo, mas ainda vigente em pleno século XXI. Não por isso, que elas deixam de se inserir cada vez mais na sociedade, antes eminentemente masculina, hoje, pouco mais homogeneizada e, menos intolerante. Enfim, a mulher foi à luta e conquistou seu espaço, seu trono. Um salto grandioso, iniciado fortemente no final dos anos 50 do século passado, para se consolidar nos dias atuais. São maioria, nos mais variados segmentos, indo da saúde a educação, nos bancos escolares, nas universidades, nas grandes empresas, só para ficar por aqui. O espaço é delas.
Hoje, mais bem informadas e formadas, conquistam a sua independência financeira; muitas ainda
tendo o ônus de ser a chefe de família - sem desmerecimento algum - por assumir de vez a responsabilidade de criar, gerir, sustentar os filhos de casamento(s) desfeito(s).
Senhora de si e dos seus quereres, a mulher moderna e antenada com o seu tempo - na faixa dos 25 aos 55 anos, sem querer ser excludente - viaja mais, sai mais, frequenta bares, shows e boates, se diverte mais, se insere mais na sociedade, é mais participativa.
Dentro desse contexto, partindo do princípio de que hoje, a mulher é mais independente financeiramente, ela pode escolher, à ser escolhida. Sem recalques. Porém, com toda essa evolução e conquistas, ela ainda espera pelo seu homem ideal. Não o perfeito, o príncipe encantado, porque esse não existe - segundo as próprias dizem - Entretanto, buscam no homem idealizado, o amor recíproco, o amigo, parceiro, companheiro; um ser carinhoso, gentil, protetor, ouvidor, conhecedor de seus anseios, das razões das suas dores, lágrimas e tristezas. Pacientes nas suas crises de TPM, que saibam compreender esse estágio passageiro, perceber os códigos em seus olhares quando a menstruação se avizinha, e o seu desejo aumenta ou diminui. Almejam, o ser sensível, porém másculo, com uma boa pitada de pegada, olhar atrevido, uma colher de pele de lobo, uma raspa de canalhice, pitadinhas de homem das cavernas (sempre nas horas apropriadas) uma colher de aventura, sabedoria para conhecer, saber explorar e desvendar o terreno. Misturar tudo com cuidado, mexer ora suavemente, ora com força e tenacidade; parando nos momentos certos, continuando até todos os ingredientes se homogeneizarem. Deixar descansar, sem desandar a mistura.
E nessa busca, elas exigem principalmente, que sejam autênticos, sem falsa modéstia, sem meias verdades, que seus sentimentos sejam respeitados. Fidelidade, cumplicidade, e que o sexo seja o complemento, não a razão.
Nem todas se encaixam na descrição acima, mas vou respeitar as diferenças.
Este blog destina-se a textos e crônicas sobre assuntos relevantes e importantes à vida do cidadão. E tem como princípio levar alegria e reflexão.
terça-feira, 27 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
" A ROCHA, O LIMO E O LIMBO "
Muito de nós se esvai
Se escapa, se vai no tempo...
O que era porto seguro
torna-se pedra
ponta de pedregulho
coberto de limo
Se escapa, se vai no tempo...
O que era porto seguro
torna-se pedra
ponta de pedregulho
coberto de limo
Onde não se pode agarrar,
segurar, porque deixamos ir
Sem criar laços, nós, raízes,
nada tão profundo
Que venha calar,
deixar um silencio, travar as palavras,
aquietar os sons,
amordaçar os sentimentos,
matar o orgulho
Enganar a si
Moldar-se ao cinzel dos ventos
Que sopra, lavrando as rochas,
lavrando as pedras,
lascando pedaços ínfimos...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
" MINHA PRIMEIRA LIÇÃO : A pipa e eu "
Vento pouco, sol miúdo, acanhado, céu azul límpido, nuvens breves e passageiras, formando aqui e acolá, ora figuras de animais, ora chumaços de algodão. As árvores perdendo as folhas, o chão da rua e das calçadas, forradas de folhagens secas que crepitavam quando pisadas. Caminhando sobre esse tapete de folhas mortas, crianças iam e vinham, ás vezes correndo de costas, de um lado para outro, empunhando um carretel de linha, fazendo suas pipas ganharem o céu.
Perto da esquina, um homem segurava uma pipa, braços esticados, tentando mantê-la acima de sua cabeça, embaraçava-se com a rabiola da pipa, pondo-a ora à sua frente, ora às suas costas. Um menino de uns nove anos, dava-lhe instruções :
- Agora levanta mais ela, pai. Mais alto, mais, assim. Agora não se mexe. Solta, pai, pode soltar !
E o homem obedecendo, soltava a pipa, que insistia em não voar. Repetiram a mesma operação inúmeras vezes; até que a pipa ganhou altura. Era colorida; vermelha, verde e branca. O menino corria pela rua, bochechas vermelhas, cabelos curtos, carinha de satisfação e alegria. A pipa foi ganhando o espaço. Subiu, cortando o céu. A linha fazia uma barriga no ar.
O pai veio caminhando lentamente, se aproximou do menino, pôs seu braço direito sobre o seu ombro, olhou para o céu, mão esquerda protegendo os olhos, e ficou olhando a pipa fazer manobras no ar. E assim permaneceu por alguns minutos, como que hipnotizado.
Volta-se para o filho e pergunta :
- Já posso empinar, filho ?
E do alto dos seus noves anos, e sem tirar os olhos do céu, sentencia :
- Ainda não. O senhor nem aprendeu direito a segurar a pipa !
Perto da esquina, um homem segurava uma pipa, braços esticados, tentando mantê-la acima de sua cabeça, embaraçava-se com a rabiola da pipa, pondo-a ora à sua frente, ora às suas costas. Um menino de uns nove anos, dava-lhe instruções :
- Agora levanta mais ela, pai. Mais alto, mais, assim. Agora não se mexe. Solta, pai, pode soltar !
E o homem obedecendo, soltava a pipa, que insistia em não voar. Repetiram a mesma operação inúmeras vezes; até que a pipa ganhou altura. Era colorida; vermelha, verde e branca. O menino corria pela rua, bochechas vermelhas, cabelos curtos, carinha de satisfação e alegria. A pipa foi ganhando o espaço. Subiu, cortando o céu. A linha fazia uma barriga no ar.
O pai veio caminhando lentamente, se aproximou do menino, pôs seu braço direito sobre o seu ombro, olhou para o céu, mão esquerda protegendo os olhos, e ficou olhando a pipa fazer manobras no ar. E assim permaneceu por alguns minutos, como que hipnotizado.
Volta-se para o filho e pergunta :
- Já posso empinar, filho ?
E do alto dos seus noves anos, e sem tirar os olhos do céu, sentencia :
- Ainda não. O senhor nem aprendeu direito a segurar a pipa !
quinta-feira, 15 de maio de 2014
" DAS PALAVRAS QUE PODIA TER DITO E CALOU-SE "
Seu maior temor, era sair da vida, sem conhece-la, sem vê-la, sem saber o nada do seu todo. Podia ouvi-la, mas não senti-la, toca-la; cego da imagem física, restava-lhe o consolo das fotografias expostas em telas frias, algumas coloridas, captando seu sorriso de Monalisa. Enigmática, fleumática, uma aura ser desvendada, tida, possuída, compreendida, porém, conservando seus segredos mais íntimos. Quase inexpugnável, inatingível, tal qual o pico mais alto da grande montanha. Assim se travestia, concebeu uma personagem. Sensível, delicada como a mais rara flor. Queria apenas o verdadeiro amor. Não o passageiro, o que agoniza e morre; não amor com dor. Desejava ela, o amor semeado, plantado, com raiz, frutos e flor. Algo colorido, o que arranca sorrisos, risos, suspiros, felicidades, prazer, aroma e sabor.
Dele, o maior temor ainda é cegar-se, sair da vida sem sentir seu respirar, tocar sua pele, seu rosto, saber qual o gosto do beijo que jamais recebeu. E arrependido, por tê-la perdido, procura voltar no tempo, se agarrar no vento que já passou.
A profusa vontade de real de vê-la, é o antídoto à imagem quase holográfica criada em sua mente,
ou nas máquinas insensíveis, que não gravam, não captam os sentimentos, os aromas, os cheiros, perfumes, o toque na pele, a energia, a sinergia que gera, que enlaça, produz, reproduz, conduz os seres a uma dimensão superior.
E assim como a um anjo, ele não a percebeu...perdeu ?
Dele, o maior temor ainda é cegar-se, sair da vida sem sentir seu respirar, tocar sua pele, seu rosto, saber qual o gosto do beijo que jamais recebeu. E arrependido, por tê-la perdido, procura voltar no tempo, se agarrar no vento que já passou.
A profusa vontade de real de vê-la, é o antídoto à imagem quase holográfica criada em sua mente,
ou nas máquinas insensíveis, que não gravam, não captam os sentimentos, os aromas, os cheiros, perfumes, o toque na pele, a energia, a sinergia que gera, que enlaça, produz, reproduz, conduz os seres a uma dimensão superior.
E assim como a um anjo, ele não a percebeu...perdeu ?
domingo, 11 de maio de 2014
" LEVE "
Descia a rua em movimentos leves
Não ventava
brisa, nenhuma
Parou o tempo
Da primavera ao verão
Quiçá, para não incomodar
o seu passar
Deixando um aroma leve,
um bom perfume no ar
O olhar, um encanto
E assim passou
Foi caminhando leve e solta
Sem se ater, nem fazer conta
Esvoaçando os cabelos
dando ritmo às ancas
Um bailar fortuito
um pisar cadenciado
O sorriso arguto
Mãos regendo uma orquestra imaginária
Compassados passos
Balançando as ancas
Vai e vem cadenciado
Ombros largos
Sorriso estampado no rosto...
Não ventava
brisa, nenhuma
Parou o tempo
Da primavera ao verão
Quiçá, para não incomodar
o seu passar
Deixando um aroma leve,
um bom perfume no ar
O olhar, um encanto
E assim passou
Foi caminhando leve e solta
Sem se ater, nem fazer conta
Esvoaçando os cabelos
dando ritmo às ancas
Um bailar fortuito
um pisar cadenciado
O sorriso arguto
Mãos regendo uma orquestra imaginária
Compassados passos
Balançando as ancas
Vai e vem cadenciado
Ombros largos
Sorriso estampado no rosto...
sexta-feira, 9 de maio de 2014
" O SEGREDO "
Preparando o jiló, pouco condimento
cozido em água morna,
que deixei descansando por 24 horas
Fazer um gargarejo,
dar ao corpo, um fino traquejo
Enfeita-lo com a melhor vestimenta
Nos pés, um lustroso pisante
No corpo, o melhor perfume,
ficar bonito, ou próximo disso
Caminhar pisando em nuvens,
que é pra onde me leva, a branca Janete
Sacudir a moranga, ouvindo jazz,
bossa-nova,
ou samba de raiz
Sem nem me importar com o que a Dilma diz
Fazer uma prova de amor,
um contrato de fé,
selar com um beijo
Esperar a madrugada passar
O sol raiar, terminar o nosso dia
no Remenber Café
Dizer a ela, que quero dormir e acordar
vendo seu sorriso
E que não prometo os céus
nem o infinito
Mas que vou fazer seus dias, tardes e noites
mais bonitos
E que posso não ser o poeta Vinícius
Mas que letra de samba, poesia e amor,
eu faço e, que é nosso segredo
e não se fala mais nisso
cozido em água morna,
que deixei descansando por 24 horas
Fazer um gargarejo,
dar ao corpo, um fino traquejo
Enfeita-lo com a melhor vestimenta
Nos pés, um lustroso pisante
No corpo, o melhor perfume,
ficar bonito, ou próximo disso
Caminhar pisando em nuvens,
que é pra onde me leva, a branca Janete
Sacudir a moranga, ouvindo jazz,
bossa-nova,
ou samba de raiz
Sem nem me importar com o que a Dilma diz
Fazer uma prova de amor,
um contrato de fé,
selar com um beijo
Esperar a madrugada passar
O sol raiar, terminar o nosso dia
no Remenber Café
Dizer a ela, que quero dormir e acordar
vendo seu sorriso
E que não prometo os céus
nem o infinito
Mas que vou fazer seus dias, tardes e noites
mais bonitos
E que posso não ser o poeta Vinícius
Mas que letra de samba, poesia e amor,
eu faço e, que é nosso segredo
e não se fala mais nisso
sexta-feira, 2 de maio de 2014
" ENSAIO SOBRE CHINELOS, ARMÁRIOS E COISAS ESQUECIDAS"
Deixei meus chinelos atrás da porta, o blazer de veludo cotêle cinza e a camisa roxa no armário. Não sei se esqueci alguma coisa a mais; mas quem sabe volte outro dia ou uma casualidade, um reencontro furtivo e nada premeditado possa acontecer. Dialogar com as sombras, isso não vai resolver.
De vez em quando, deixo rolar "Esquinas", vou fumando um ou outro cigarro, batendo as cinzas, engolindo um "nacional de boa procedência", rindo sozinho, escrevendo sobre temas do dia a dia,
crônicas da vida. Algumas pontuadas de humor, acidez, crítica mordaz, outras desinteressantes; umas falando de amor e paz, de idas e vindas, encontros, desencontros, reencontro, perdas, mar e terra. A memória ainda funciona, mesmo que às vezes me traia.
As horas vão passando, como um vento de outono, forte, rápido e quando me dou conto, os dias se foram, um após o outro.
"Esquinas" está terminando, vou ouvir Stan Getz, o balanço é outro, ritmo mais lento, suingado, como fazer amor em noite de chuva.
Os chinelos, deixa por aí mesmo, já não vão ser arrastados pela casa.
De vez em quando, deixo rolar "Esquinas", vou fumando um ou outro cigarro, batendo as cinzas, engolindo um "nacional de boa procedência", rindo sozinho, escrevendo sobre temas do dia a dia,
crônicas da vida. Algumas pontuadas de humor, acidez, crítica mordaz, outras desinteressantes; umas falando de amor e paz, de idas e vindas, encontros, desencontros, reencontro, perdas, mar e terra. A memória ainda funciona, mesmo que às vezes me traia.
As horas vão passando, como um vento de outono, forte, rápido e quando me dou conto, os dias se foram, um após o outro.
"Esquinas" está terminando, vou ouvir Stan Getz, o balanço é outro, ritmo mais lento, suingado, como fazer amor em noite de chuva.
Os chinelos, deixa por aí mesmo, já não vão ser arrastados pela casa.
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