Luzes acessas, janelas abertas, ar condicionado desligado, frescor da tarde entrando pelo quarto, os dois deitados, estirados na cama, no estágio do pós. Olhos pregados no teto, quietos, respiração curta, estado zen.
A vida passara rápido para os dois; cada um vivendo seu próprio tempo, experiências e vidas. Seus caminhos se entrecruzaram, porém jamais se fundiram. Estavam ali como numa despedida de uma noite morna; pesando a relação.
Não havia fumaça nem odor de fumo, apenas o cheiro forte de álcool dos muitos copos de tequila, uísque, vinho tinto e garrafas de cerveja, recendendo no ar.
Deixaram de dizer um para o outro, em noites anteriores, o fundamental, talvez por saberem que não iriam até o 3º capítulo. Tudo sempre ficava pairando nas dúvidas, nos medos em apostar, em se apossar, e deles sobreveio o tempo exato para desistir, abandonar o barco.
O ventilador ligou automaticamente, girou célere, misturando pensamentos, desfazendo vontades, trazendo os dois de volta à realidade.
Vestiram-se cerimoniosamente pela primeira vez, fecharam a porta do quarto, pagaram a conta. Adeus, boa sorte.
Este blog destina-se a textos e crônicas sobre assuntos relevantes e importantes à vida do cidadão. E tem como princípio levar alegria e reflexão.
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
"DOCES MEMÓRIAS MUSICAIS E OUTROS ROMANCES"
"Quando entrar na vida de alguém, não entre pelo final. E se sair, deixe um caminho de flores sem espinhos, as portas sempre abertas para quem as abriu, pra você passar!"
Não é um lema, nem muito menos uma filosofia de vida, é apenas uma maneira de entender que tudo tem começo, meio, fim e reticências. Como um bom perfume que aromatiza o ambiente, e que com o passar do tempo se volatiza; assim são as relações, os amores, que deixam no ar da memória a fragrância e o frescor do bom perfume. Relembrar as ruins, é uma história sem cor, sem elo, sem atracadouro, sem porto, nem âncora; um barco sem vela que segue sem rumo ao sabor das marés.
As boas, vividas, ou até mesmo as findas, têm roteiro, tema musical, trilha sonora, daquelas de nos fazer estampar um sorriso largo no rosto, já nos primeiros acordes.
Não temos inteligência para construirmos uma máquina que nos faça viajar no tempo, e lá
revivermos os bons momentos, porém temos memória seletiva para viajarmos a determinado tempo que uma canção, o aroma de um perfume, uma paisagem, um prato, uma bebida... nos levem!
Quem foi, passou, e não deixou a porta aberta, não recebeu as flores.
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