terça-feira, 31 de maio de 2016

HOMEM

HOMEM 

Reescreva na parede, no guardanapo de papel, no espelho com batom, as frases que você disse um dia aos sussurros, aquelas mesmas que prometeu e um dia esqueceu depois da conquista.
Marque um encontro com ela, beije-a como nos velhos tempos, passeie de mãos dadas, displicentemente como quem não quer nada, só mesmo relembrar como tudo começou.
Puxe a cadeira, olhe nos olhos, busque as boas lembranças. Esqueça por algumas horas as contas, a rotina, faça amor como no primeiro dia.
Se puder leve flores ou palavras doces. O amor não acaba, se esconde. Busque! 

Salim Slavinscki 
23/05/2016

Alegria, o melhor remédio para combater os chatos

Cuscuz de geladeira 

Todos, sem exceção, têm aquele momento ruim, aquele dia em que a calcinha ou a cueca fica desajustada, e que insiste em entrar onde não deve; o calo resolve doer, acorda atrasado para um compromisso, e nada dá certo. Pronto, o dia foi pro saco! O mal humor perdura o dia todo. Mas é só mais um dia. Nada é por acaso, inclusive o mal humor. 
Existem pessoas que não conhecem a palavra alegria, bom humor, devem ficar o tempo todo com a peça íntima presa. Cara de carranca de barco, zangadas, reclamonas, se desejamos bom dia,  só faltam perguntarem por quê. 
Sei lá se são mal resolvidas, mal amadas, mal comidas ou passaram da hora. Também não sei por que associo as suas caras, com rosto de governanta de mansão de filme de terror. Fazem idéia?
Para que não sejamos contagiados por essa energia negativa, vamos semear um pouco de bom humor. É simples, basta lembrar dos nossos mais recentes micos!

"Alegria, o melhor remédio para combater os chatos"

Salim Slavinscki
30/05/2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

"Para gostar de amar"

No tronco do Ipê amarelo em flor, um coração e duas letras sobrepostas em baixo relevo, muito provavelmente entalhadas a canivete. Não faço idéia de quanto tempo aquela prova de amor está ali. O coração, pelo contorno, firmeza e delicadeza, foi feito por mãos femininas; as letras certamente por um homem, tamanha a profundidade e aspereza no traço. 
A árvore, por obra e graça da natureza, preservou o desenho, a casca do tronco cresceu ao redor, fazendo com que a pequena obra de arte do amor, se destaque. 
Quantos anos terão passados depois desse entalhe? Será que o amor vingou? Se não vingou, as lembranças estão retidas no subconsciente subserviente de um amor juvenil. 
Quem não desenhou um coração numa árvore, à tinta de caneta esferográfica num papel de caderno, no pulso ou numa parede, não sabe quão singelo é um primeiro grande amor, que se perdeu na ilusão da vida.

Salim Slavinscki 
Numa noite fria de 02/05/2016
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