terça-feira, 7 de outubro de 2014

"ELAS, SEMPRE ELAS"

Quem tem, tem, quem não tem vai arranjar...

Diz que é independente, e que não quer saber se serpente, quer ser pente. Desliza o belo figurino, casual, modernoso, sóbrio, esportivo, clássico; vai e vem, sapateando delicadamente na calçada de cimento; cabelos tratados, unhas bem feitas,  por onde passa o perfume exala. Protótipo de mulher, mulher.
Belas, ou nem tanto, jovens, maduras, sisudas, simpáticas, atrevidas, daquelas que retribuem o olhar, olho no olho, sorriso maroto, mesmo que eu as observe por de trás das lentes escuras dos meus óculos, ainda assim, com uma leve jogada de cabelos para os lados - artifício da maioria - de soslaio, disparam uma olhadela só para confirmar. Outras param diante das vitrines, observam roupas, sapatos e acessórios expostos, e pelo reflexo dos vidros, também nos observam. Um jogo interessante que faz bem ao nosso ego,  o meu e ao delas.
Freqüentemente caminho pelos calçadões, gosto de ver o vai e vem de gente apressada,  o 
burburinho, a loucura expressa no rosto de alguns passantes, indo ou vindo do trabalho, das filas dos bancos e lojas de departamento, de olhos colados nas telas azuis dos celulares, desligados do mundo exterior, viajando pelas redes sociais. E nessas andanças observo o caminhar das mulheres, a leveza na troca dos passos, a coordenação de mãos e braços, a postura, a altivez, a combinação de cores nas roupas, calçados e adereços; descarto os estandartes ambulantes apenas numa breve olhada. Gosto do balançar das ancas, o rebolado suave, ritmado, a harmonia entre traços, gestos e modos, isso tudo somado e convergindo para um desfilar sensual, e não sexuado, sexista proposital. Elas, as mulheres, são femininamente espetaculares. Eu as amo !

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