domingo, 27 de julho de 2014

"A MORTE, E A QUASE MORTE DA SENHORA CONFIANÇA"

Não nasce por si só, necessário se faz saber escolher o terreno, arar a terra conquistada na labuta, prepara-la, aduba-la, trabalhar arduamente, entregar-se totalmente; saber interpretar os sinais do tempo para poder semear. Semeado o campo,  zelar para que as sementes plantadas não fiquem vulneráveis às intempéries, aos pássaros e às ervas daninhas. Da boa terra, a boa semente, há de ser ter uma colheita generosa, bons frutos. 
Exemplo de reciprocidade ? Dar e receber ?
Não sei se vou me fazer entender traçando esse paralelo entre a semeadura e a confiança.
Confiança, uma palavra tão em desuso nos tempos atuais, onde quase todos são fúteis, transgressores, transitivos, efêmeros, voláteis; nas ações, assim como nas relações interpessoais, sociais, e nas de convivência sentimental/amorosa.  Valores vão sofrendo reveses; há ainda as mudanças comportamentais que afetam intrinsecamente a ética. Nem se confia, nem disposição encontramos para conquista-la. Estamos vivenciando um fenômeno social e moral, no que diz respeito à ética. Seria uma crise moral ou de costumes ?
Afirmar com convicção que o indivíduo é confiável, seria inocência, purismo, ingenuidade, ou uma demonstração de elevada virtude ?
Os depósitos que fazemos nessa conta, requer a contra partida, os frutos que colhemos hoje da árvore da confiança, antes foram  as sementes que plantamos no campo.
Colher o que se plantou. 
Confio, ainda que em mim não confiem !

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