Patty e Ruy, formavam um belo casal, jovens ainda, na casa dos 35 anos, bem resolvidos na vida, estavam juntos a pouco mais de 7 anos, resolveram não ter um casamento formal, com padrinhos, igreja, testemunhas, burocracia nem festa. Queriam estar juntos, e isso lhes bastava. Viajavam, iam à balada, enfim se curtiam, viviam a relação sem sobressaltos. Até que um dia, uma sexta-feira, Patty e Ruy assistiam a um filme juntos, pipoca e vinho tinto seco, para acompanhar, o filme era uma comédia romântica, água com açúcar. De repente Patty, interrompe o vídeo, deu um pause, levantou-se do sofá, jogou sua almofada predileta num canto, e postou-se em frente a um Ruy atônito, meio assustado e surpreso com a atitude intempestiva da amada. Ela descambou a falar sem parar, foram minutos que pareciam eternos. Fumava, bebia, e falava, falava sem parar.
Se era para ser uma DR ( discutindo a relação ), ficou apenas no monólogo. Ruy ouviu tudo, calado, tentando colocar em ordem tudo que ouviu; não conseguia entender os por quês, ou não absorvendo as vontades, os desejos da até então esposa. Em suma, ela queria um pouco de liberdade, sair com amigas, ir e vir sem muitas responsabilidades e satisfações. Dizia estar se sentindo aprisionada, e que poderiam manter a relação nas suas condições. Ruy pediu um tempo para pensar, e entender todas as vontades da esposa. Retirou-se da sala, e foi dormir.
Passou a noite pondo sua vida conjugal a limpo, queria saber onde havia errado, em que ponto falhou, o quê levou Patty a chegar a tal ponto. Não dormiu bem, lógico.
Os dias se passaram, meses, e tudo corria como queria Patty, mantinha os mesmos programas com o marido, baladas, viagens, cinema, teatro, bares, e em paralelo saía com as amigas. Criou um novo circulo de amizades, ia a lugares diferentes, chegava com sol pregado no céu, deitava e dormia.
Certo dia, numa das baladas conheceu um rapaz, apresentado por uma das amigas, era modelo fotográfico e praticante de fisiculturismo, alto, forte, cabelos curtos espetados à gel, semblante juvenil, sorriso fácil, conversaram e se divertiram juntos a noite toda. Seu nome era Alan, tornaram-se amigos inseparáveis das baladas, dos celulares, face, msn etc...
Sexta-feira, dia de abalar, se produzir e...cair na gandaia. Mais uma vez as mesmas amigas e... Alan na parada. Bebida, dança, dança, bebida, papo, suor, álcool, combinação quase perfeita, lá pelas tantas já embriagados, Alan propõe a Patty, irem para um lugar mais exclusivo, um ambiente mais intimo. Rolou ! Patty não resistiu aos encantos do "sereio", saíram em seu carro, porque Alan não tinha um automóvel. Ela dirigiu até um motel distante de seu bairro. O sexo foi micho, o rapaz não era nada criativo, seu desempenho nada tinha a ver com seu corpanzil, seu instrumento não passava de uma mera verruga, e fez como o pato, caiu de costas e dormiu. Patty pegou no sono. Quando acordou, percebeu que estava sozinha na cama, foi ao toilete, e nada de Alan. O interfone toca, a recepcionista avisa a ela que as 12 hrs do período, já se haviam esgotadas. Confusa, mal toma uma ducha, se veste, procura pela bolsa, apanha seus pertences e sai do quarto. Na recepção apresentam-lhe a conta, R$ 500,00, fica atônita, pergunta se o seu acompanhante não havia pago, recebe uma negativa. Abre a carteira e percebe que sumiram pelo menos R$ 250,00, só ficaram as notas miúdas. Pagou com cartão de crédito, e se foi.
Passava das 15:00 hs, quando chegou à sua residência. Sentia-se mal, fora tratada como uma qualquer, e ainda roubada, queria lavar-se por dentro, chorar, gritar, berrar. Abriu a porta e entrou. Para sua surpresa, a sala estava vazia, cozinha, quartos, não havia mais móveis, tudo havia desaparecido, entrou em desespero, roubaram tudo à noite passada, entraram na ausência dela e do marido e a tudo roubaram ! Andou pela casa, ao chegar na porta da dispensa, encontra um bilhete, e nele estava escrito :
" Querida Patrícia, em conformidade com o exposto no documento que você assinou, e eu prontamente reconheci firma e dei legalidade, e em que você concorda que entre nós mais nada resta, e que abre mão de quaisquer bens que amealhamos nos anos em que juntos ficamos, só me resta te desejar sorte e por favor deixe sua chaves com o vizinho porque a casa eu já vendi. Se não quiser ir para casa de seus pais, quem sabe uma de suas amigas te receba ! "
Não se pode subestimar as vontades alheias, não é verdade ?
Este blog destina-se a textos e crônicas sobre assuntos relevantes e importantes à vida do cidadão. E tem como princípio levar alegria e reflexão.
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coitada, vc foi cruel com a Paty, se deu muito mal... mas isso acontece com algumas mulheres carentes ...
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