Infância roubada, dignidade aviltada, sodomizadas por pais, tios, irmãos, padrastos, até mesmo pelas mães. Jogadas às ruas como algo descartável, á própria sorte. Nas ruas vendem o corpo, a alma, o espírito, por um lugar para dormir, um prato de comida, por um abrigo onde possam se esconder de si mesmas, de suas histórias, de suas frustrações.
Álcool e drogas, aliviando a dor que não se apaga, a ferida que não se cura, aberta, rasgada; cicatriz na carne, no âmago, no corpo.
Deitam-se como qualquer um, fingem prazer, mentem, enganam, e se enganam. Muitas querem lavar seus corpos e mentes. Lavar do corpo o cheiro, o fedor, de seu agressor. Aquele que roubou sua inocência, sua pureza infantil, sua meninice. Quantas dessas meninas/mulheres, não querem morrer cada dia que acordam ?
Atravessam mares, oceanos de sonhos, para venderem seus serviços no velhos continente, esperando ali encontrar, o mesmo príncipe que vai lhe resgatar, como sonhara quando criança. Mas o sonho acaba nos bordéis de luxo, ou de terceira, nas boates e inferninhos, escravizadas, violentadas e viciadas.
Para bem poucas, a sorte bafeja, casam-se, e enterram a sua personagem. Mas a cicatriz está ali, latente, doente, doída, doente.
Meretriz, puta, biscate, prostituta, garota de programa, rameira, são tantos os adjetivos (des)qualificativos, porém, por trás de cada um deles, existe antes, uma criança, uma menina, uma moça, uma mulher, com os mesmos sonhos que qualquer outra sonha, com as mesmas vaidades, vontades, desejos, projetos, coragem e medo.
O sonho não se acaba, definha.

Triste realidade!
ResponderExcluirDepende o anglo que se olha. Essas parecem coitadas, sofredoras, mas existem as profissionais, vadias experientes, prontas a destruir famílias a qquer preço, arrancar dinheiro dos trouxas facilmente... Não me sinto comovida, muito pelo contrário...lixo do lixo
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