Calor, mormaço, ar rarefeito, suor, gente a dar com um o pau; o salão de baile mais parecia um cupinzeiro, empurra-empurra, aperto, fila no caixa, fila do bar, fila para mijar, pizão no pé, bafo no cangote. O baile carnavalesco do Grêmio Recreativo Esportivo Flor do Parque, mais conhecido como Lonjão, era concorrido; apinhava de gente. Era como nos bons tempos, nada de axé, funk batidão, só marcha carnavalesca mesmo.
Terça-feira gorda, último dia, todo mundo querendo sarrear, farrear, brincar, dançar, pular, se divertir, encher a cara, ficar, beijar muito! Carnaval é isso, soltar as amarras. Paulão, marombeiro, e torneiro mecânico, solteirão, queria se dar bem, já era a 3ª noite que ia ao baile, e o máximo que conseguiu foi dar uns selinhos e mais nada. A maré não estava para peixe. Tomou todas, cerveja, uísque, vinho, cachaça, vodca, a cabeça estava cheia. 3 horas da madrugada e nada. Foi até o bar pegar mais uma cerveja, fila quilométrica. E o salão fervendo !
Já na fila, à sua frente uma morena alta, cabelos negros, corpão de fazer padre largar a batina e pastor protestante largar o rebanho. Paulão animou-se, e para entabular uma conversa, toca o braço da morena, ela vira-se e Paulão sem perder tempo castiga :
- Ô minha deusa, pode me informar se estou na fila certa, essa é das bebidas ?
Sorrindo com o galanteio e atrevimento de Paulão, devolve :
- É sim meu rei !
- Olhaaaa (fingindo admiração ) Você não é daqui , né ?
- Sou nãoooo ! Sou da Bahia de São Salvador, vim especialmente para acompanhar umas amigas, e conhecer o lugar. Mas nos perdemos de vista. E com esse calorão, só mesmo uma cerveja para refrescar.
O papo rolou solto por 10 minutos.
Seu nome era Estela, estava a pouco tempo em São Paulo, veio tentar a vida na capital. Paulão a convidou para dividir a mesa com ele, proposta prontamente aceita.
Alah la ô..ôoo ..ôooo... mas que calor ôooo...ôoo...atravessamos o deserto do Saara...
A marchinha comendo solta, e os dois já bem íntimos, se esbaldavam. Pois é, como diz o velho deitado, que de pé cansa : A noite só acaba quando termina
Beberam, dançaram, suaram, se beijaram, se amassaram, e o baile terminando.
Pareciam dois pombinhos, cheios de amor para dar. Saíram abraçadinhos em direção ao estacionamento. Paulão solicito, abre a porta do carro, cavalheiro que só ele. Direto para o motel Star Silver, onde seu prazer brilha.
Chaves da suíte nas mãos, escurinho, beijos calientes, amassos, cheirinho no pescoço. Paulão vai desfraldando a morena, tira a mini-blusa, e tome beijos, tira o sutiã, amassos, pele colada. A moça pede um tempinho para banhar-se. Paulão prefere encher a jacuzzi, banho de espuma, para ficar em ponto de bala. A moça sai do banho enrolada na toalha, apaga a luz central, deixa só a luz da cabeceira acessa no ambiente. O galã cheio de amor para dar, cai para cima da morena, rolam na cama king-size, a moça fica de bruços. Paulão fica doido com o tamanho da buzanfã da mina, e ainda por cima, tatuado o escudo do seu time de coração, o "curintcha", é muita alegria ! Carnaval, mulherão, rabão, bebidinhas, motelzinho, tudo o que mais queria. E cai pra cima. Mão passeando no corpão da morena, de repente enche a mão nos países baixos e encontra um sacolé que mais parecia um pé de mesa !
- Mas o que que é issooooo...porraaaa !? ( esbraveja )
A morena cheia de dengo diz :
- Não se assuste meu reiiii, issso aqui é obra da natureza, venha que te prometo o céuuuu ! ( E o negócio apontado para Paulão )
Vaiiiiii curintchááááá !

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